Domingo, 7 de Agosto de 2011

Capitulo 1 de Pride - Not found

Capitulo 1 – Dia 2

Cally e Will estavam a passar pela passadeira vermelha, à volta deles estavam os jornalistas todos. Callypso reconheceu um deles, tinha uma camisola da revista Rolling Stone, era um dos poucos que andavam pelo mundo atrás de bandas.
Tanto Will como ela sorriam para as fotos que lhes tiravam. Cally não podia negar que achava aquilo enfadonho, estavam todos a pousar ao mesmo tempo enquanto mais e mais jornalistas e fotógrafos pediam fotos. Mesmo assim, não deixava de aparecer sorridente nelas.  Estava feliz por Will e os outros estarem a fazer progressos na banda, esiveram parados durante seis meses, mas voltaram e cada vez tinham mais fãs.
Ivan, Scott e Brian, com as suas namoradas, pararam à nossa frente e esperaram pelas perguntas que os jornalistas queriam perguntar. Ela sabia que hoje, os Not Found teriam um dos grandes concertos da vida deles, mas não estava com muita paciência para aquela espera.
                - Boa tarde Will, será que pode dizer como se está a sentir poucas horas antes de entrar naquele palco? – Perguntou um dos jornalistas dirigindo-se ao par de Cally.
                -Estou um pouco nervoso, como é normal. - Nervoso? Cally riu-se baixinho. Estás é bêbado! 
                -Mas aposto que a sua namorada o vai acalmar – opinou o jornalista. Ela não conseguiu evitar que o seu semblante passasse de sorridente para desprezo. Aquilo era uma revista de bandas ou uma das cor-de-rosa, para as velhas? Por amor de todos os santinhos lá de cima, será que esta gente está a fazer o seu trabalho ou apenas está a arranjar algo para fazer fofocas e rumores noutras revistas? Ainda por cima ganham dinheiro à minha custa! Perguntou-se Cally indignada.
                -Peço desculpa, mas não tem nada à ver com a nossa vida privada – disse ela ao homem, a cara de curioso dele desapareceu e Will empurrou-a disfarçadamente. Cally continuou com o seu sorriso de à segundos e fez alguma força para andar mais um pouco, mas Will começou a falar.
                -A minha namorada não gosta muito de expor a nossa vida privada, por isso não vamos comentar esta pergunta. – Respondeu Will demasiado sóbrio para o gosto da suposta namorada. Cally perguntava-se se era apenas sua impressão, ou se ele mesmo depois de tanta cerveja, até o pino conseguia fazer.
Namorada? Ele disse mesmo namorada? Boa! É agora que não me largam! Ralhava Cally mentalmente. Will e ela conheciam-se desde bebés e tudo o que tinham na relação deles era trocas de carícias. Cada um tinha a sua vida, ele com as raparigas fãs e Cally com os rapazes, apesar destes só durarem algumas horas.
Depois de passarem o corredor entraram numa tenda que era da banda. Lá podiam fazer de tudo, Will olhou para Cally e riu-se.
                -Eu sei o que pensaste quando eu disse aquilo ao jornalista. – Disse-lhe com ar de gozo. Cally fez uma careta engraçada. Puxou uma ponta do lábio para cima e ergueu uma das sobrancelhas, era como se estivesse a perguntar: ai sabes? És bruxo de alguma vez? – Tu disseste a ti própria que cada um tinha a sua vida, mas a verdade é que sempre que uma rapariga dá em cima de mim acaba morta. – Concluiu dando uma gargalhada. Ela ofereceu-lhe um sorriso cínico.
                -Isso não é bem verdade. Para tua informação só matei a Terry Wilson e a Joe Fell, em relação à Kelly Start ela morreu afogada no rio, não tive nada à ver com isso. – Ele riu-se mais um pouco – E sinceramente acho melhor ires deitar-te antes de entrarem em palco, caso contrário decepcionas as tuas fãs.
                -Hey! Eu não tenho só fãs fêmeas, também tenho fãs machos. – Resmungou Will embrulhando a língua enquanto falava. A sua sorte era que o concerto era só daqui a três horas e ele com certeza ficaria sóbrio em menos de duas.
                -Claro Will, os gays também merecem algo. – Gozou-o um bocado fazendo-o cair na cama que estava a um canto da tenda branca.
                -Eu tenho talento – resmungou mais uma vez, mas agora adormecendo. Cally sorriu ao vê-lo dormir. Will tinha um cabelo castanho, não muito curto mas também não muito grande, e espetado com gel por todos os lados. Já o tinha visto de tantas maneiras! Quando tinha catorze, quinze anos decidira deixa-lo crescer até aos ombros, aos dezasseis pintara-o de azul, aos dezassete cortara-o até às orelhas e pintara-o de preto com madeixas vermelhas, deixando-o assim até aos vinte, aos vinte e um rapou-o e agora com vinte e dois estava a deixa-lo normal. Cally  gostava mais dele assim como estava agora, simples.
No fundo ela era como ele, o seu penteado e cor de cabelo mudava a cada semana que passava.
                -Cally – cantarolou Ivan com uma voz melosa - diz a esse paspalho que o piercing dele está em cima da mesa do bar. – Completou fazendo a sua voz voltar ao normal.
                -Onde vais? – Perguntou importada, eles deviam estar a praticar e não deviam ter bebido tanto na festa.
                -Calma, vou só beber uma mini e já volto. – Disse-lhe nas calmas, se ela fosse um desenho animado já estava vermelha e a suster a respiração até cair para o lado. Aqueles rapazes davam-lhe cabo dos miolos.
                -Nem penses, nem tu nem os outros vão beber mais. Experimenta fazer o pino e partes o pescoço – Resmungou com humor negro. Ele riu e abanou a cabeça, mas Cally sabia que ele faria o que ela pedia. Ivan tinha um fraquinho por ela “desde o infantário”, mesmo tendo namorada.
Cally deitou-se ao lado de Will, estava cansada, a festa da loja que os Not found estavam a dar apoio tinha sido sempre em pé e havia muitas bebidas deixando os rapazes assim.
                -O que é que a cabra está aqui a fazer? – Ouviu-se uma voz feminina e Cally não se levantou para ver quem era, já sabia. Cabra? Ela depois via quem era a cabra. Porque é que ela estava ali, mesmo sabendo que ninguém gostava dela?  O pior é que aparecia sempre no momento certo.
                -Ela desde sempre que vem aos nossos concertos, é normal que venha ao mais importante das nossas vidas, não achas? E pára de lhe chamar cabra, ela é uma pessoa bem fixe. Ah! Só para acrescentar, tu só estás aqui, todos nós só estamos aqui por pessoas como ela que lutam pelas coisas. – Era a primeira vez que Cally ouvia a voz de Ivan tão seca e era ainda a primeira vez que o ouvia a defende-la. Claire, era gaja que irritava toda a gente, mas parecia não aperceber-se disso.
                -Sim, está bem, mas ela é irritante e imita a minha roupa. Ainda por cima está para ali a dormir com o melhor gajo que está por aqui.
                -Olha obrigadinha. – Cally sentiu Ivan sair, assim que o fez a sua fúria aumentava a cada segundo. Claire e ela não se vestiam da mesma maneira a não ser quando ela aparecia inesperadamente nos concertos. Desde os catorze anos de Cally que ela vestia roupas mais escuras e mais rebeldes, porque é o estilo de roupa com que ela se identifica e aquela cabra de cabelo loiro sempre usou cores suaves como azul-bebé e cor-de-rosa claro vinha dizer que ela a imitava? E para além de tudo, os rapazes da banda era todos bonitos e ninguém, a não ser ela, consiga fazer hierarquias ou comparações com isso. Quando Cally a sentiu ir embora levantou-se e olhou para a tenda vazia. 
                -Claire Stevens está atenta a mim ou pode ser que acabes numa cova – murmurou fora de si.               

                -Para que é essa cara? – Cally ouviu a voz de Will ainda meio sonolento atrás dela. Ela virou-se para ele e sorriu.
                -Que cara?
                -Essa de: “eu vou matar alguém quando o concerto acabar”. – Tentou adivinhar fazendo um tom de voz grotesco e assustador.
                -Hum, talvez hoje não, mas amanhã ou na terça.... – Confirmou-lhe ainda a sorrir..
                -Quem? – Perguntou. O seu sorriso perdeu-se com as palavras dele.
                -Will, para que queres saber se depois me dás na cabeça?
                -Eu não dou, quero saber. – Parecia realmente interessado o que era preocupante vindo dele.
                -Claire Stevens. – Ele olhou para Cally divertido e colocou as mãos juntas ao nível do seu para depois as levantar e olhar para o céu.
                -Obrigada, obrigada! – Agradeceu aos céus.  Cally olhou-o de sobrancelha erguida. Ele estava feliz por ela ir matar alguém? Será que ainda estava bêbado?
                -Estás bem, William Moon? – Perguntou-lhe, ele olhou-a nos olhos e assentiu levantando-se de seguida. Levou a sua mão ao lábio e interrogou-se mentalmente.
                -Está em cima da mesa do bar – disse ela apontando para lá. Estava mesmo à sua frente, mas ele ainda estava tão sonolento que nem o viu. Cally levantou-se e foi busca-lo colocando-o depois com cuidado no canto do lábio do melhor amigo.
                -Obrigada Cally – agradeceu – vou tomar um comprimido para a ressaca – riu-se – e vou fazer um último e rápido ensaio.
                -Posso ir? – Perguntou. Se ficasse ali ia apanhar uma seca. Will assentiu e ela foi atrás dele.
O backstage era grande em comparação aos outros em que a banda actuou. Havia cinco tendas com quarto e casas de banho incluídos e dois caminhos para o palco. Uma das tendas tinha vários instrumentos musicais para eles poderem ensaiar. Will entrou nessa e já estavam todos a tocar uns em cima uns dos outros. Só faltavam duas horas para o concerto e o pessoal que estava à frente do palco já estava a explodir com gritos.
Cally também entrou na tenda e viu Brian com um microfone na mão a cantar algo que não conseguia perceber. Ivan tocava no seu baixo uma das músicas mais conhecidas e que os fez chegar a esta ascensão que estão a ter. Scott fazia barulho com a bateria e ria-se. Estava bêbado que nem um cacho, mas não era preciso preocuparem-se, porque mesmo bêbado ele faz um excelente trabalho. Will agarrou num comprimido e tomou com um chá especial para as cordas vocais.
                -Cally, podes ir ter com as outras. Elas estão no bar público. – Informou-me Scott que apesar de ter namorada bem mais bonita que Cally estava sempre a atirar-se para cima dela.
                -E aturar a senhorita Claire Stevens? Não obrigada. Nem sei como a deixam entrar.
                -Ela finge ser minha prima, mas estou farto dela até aos cabelos – queixou-se Brian.
                -Podiam expulsá-la. – Sugestionou Cally.
                -Por hoje passa. Vamos começar.
Eles ensaiaram as músicas que tinham mais receio e depois começaram na brincadeira. Sempre gostei mais de estar com rapazes, são mais divertidos, não são tão sentimentalistas e não levam tudo a mal.
                -Estão prontos? – Perguntou Will. Ele era o líder do grupo apesar de ser guitarrista e a segunda voz. Todos responderam que sim e fizeram um grito de grupo fazendo uma roda abraçados. Este foi diferente dos outros, visto que cercaram Cally e ela estava no centro. Um por um, foram saindo a rirem-se da cara dela e Will ficou em último.
                -Nós vamos arrasar. – Falava para si mesmo. Cally riu-se, poucos minutos antes do concerto Will ficava super nervoso e era giro de ver.
                -Sim, vocês vão arrasar e vê lá se cantas mais, quero ouvir a tua voz. Vou para a primeira fila arriscar levar socos só para isso – sorriu-lhe. Ele respirou fundo e saiu colocando um braço no ar com o dedo mindinho e o indicador esticados. – Heavy Metal – gritou com a voz rouca. Cally voltou a rir-se.
                -Cromo. – Insultou-o baixinho para ele não ouvir.
                -A falar sozinha? – Quando ouviu aquela voz irritante virou-se para trás com um sorriso cínico no rosto.
                -Eu gosto de falar sozinha, algum problema com isso? – Perguntou como se fosse uma pergunta normal. A voz dela e a sua autoconfiança faziam Claire tremer e Cally gostava disso, era sinal que era superior.
                -Não – disse tentando disfarçar o nervosismo – Eu e as outras vamos para trás do palco, ver o concerto, vens connosco? – Convidou-a como para se redimir, mas era demasiado tarde para ela. Já tinha os dias contados.
                -Não. Eu vou para o pavilhão.
Nos olhos de Clarire, Cally viu a surpresa e a ignorância que tinha. Perguntava-se porque é que ela, se tinha acesso a lugares VIPs, ia para a plateia. E a verdade é que Cally sempre gostou mais do calor do público, gostava de ver uns a fazer o moche, outros com uma mão estendida e a dançarem; era muito melhor que estarem a ve-los a actuarem de lá do que estar em pé a vê-los de lado e com os técnicos de som e luzes. Além disso ela tinha uma pequena edificação no seu pescoço que a permitia ir directamente para a primeira fila. Porque não aproveitar?

 

 

Qualquer erro digam :)

 

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publicado por Cate J. às 16:31
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15 comentários:
De NattahL a 7 de Agosto de 2011 às 18:00
Adorei (outra vez)! Tens mesmo de continuar (:
xoxo'


De Cate J. a 7 de Agosto de 2011 às 18:04
fixe, ainda bem que gostaste :D
beijinhos


De Eleanor. a 7 de Agosto de 2011 às 22:39
amei!!! A sério, tu escreves tão bem *-*


De NOVO BLOG acupoftea.blogs.sapo.pt a 8 de Agosto de 2011 às 15:09
:)


De carolaina a 8 de Agosto de 2011 às 18:40
Só numas poucas frases arranjaste maneira de eu não gostar nada da Claire - só pode ser majáia. Está muito bem escrito :D.


De Cate J. a 9 de Agosto de 2011 às 01:31
Não é majáia nada, acho que é normal pelas falas delas :o


De Felícia a 8 de Agosto de 2011 às 19:25
Vês, o fundo até fica mais bonito assim ;D

Cally, cada vez gosto mais de ti, mulher :O

Estou a adorar, Cátia.

Se calhar já não vou para a Figueira :(

Oh, arranjei um telemóvel temporário e encontrei o cartão (estava debaixo da cama xDD)


De Cate J. a 9 de Agosto de 2011 às 01:34
Pois até que tens razão xD

Obrigada!

Ainda bem^^

Oh :c

ahaha xD os teus poderes não te ajudaram nessa xD


De Felícia a 9 de Agosto de 2011 às 11:30
Mas também não fiquei muito mal, porque afinal vou para Espanha uma data de dias, tipo, roteiro turístico, várias cidades, etc... :D Podiam era esperar até Novembro, que assim ainda parávamos na premiere de BD


De Cate J. a 9 de Agosto de 2011 às 20:54
eu vou ou para sintra ou para peniche este ano, não é muito longe mas não é nada mau.


De Fear Of The Dark! a 9 de Agosto de 2011 às 02:23
Os filmes deles são magnificos,tens de ver mesmooooo vais amar acredita é lindo lindo lindo.
ADOREI ESTÁ PERFEITO :3


De Annie a 10 de Agosto de 2011 às 18:01
amei tanto :p , estou a adorar por ser diferente.


De Andrusca ღ a 14 de Agosto de 2011 às 17:15
É só o Will que sabe o que ela faz, ou os outros da banda também sabem?
Adorei, quase que até tenho pena da Claire... quase.


De So'zitah a 10 de Dezembro de 2011 às 00:11
Sem palavras *.*
Amo te Cátia Oliveira  : $
Continua a escrever *.*
AMEIIIIIIIIIIII!!! *.*


De So'zitah a 10 de Dezembro de 2011 às 00:13
A Cally lembra me alguém :s


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