Domingo, 21 de Agosto de 2011

Capitulo 4 de Pride - Not found

Vai entrar uma personagem que vocês já conhecem. hehe

 

Capitulo 4 - Dia 14

 


Will estava farto de andar de um lado para o outro cheio de sacas de lojas de roupa cara. Quem visse Cally dizia que ela era do tipo de rapariga que só ligava a aparências e que gostava de gastar balúrdios de dinheiro em roupa, mas Will sabia que ao fim de algum tempo ela esgotava-se por causa do seu estúpido hobby.
                - Cally, já chega não?
                - De roupa sim, agora vamos a uma loja de culinária – claro, para as facas. Will suspirou e Cally sabia que ele estava farto. Não só das lojas como de tudo, menos das fãs histéricas atrás dele que Cally conseguia afastar só com o olhar. Will não era dela e ela sabia isso, mas não gostava que a perturbassem o seu descanso, porque fazer compras era um descanso para ela. O rapaz cansado fez-lhe a vontade e foram a uma loja qualquer de culinária. Cally não ia sempre às mesmas lojas ou podia começar a dar nas vistas. Ela tinha sorte em viver em Washington DC, a capital de todos os estados, estava rodeada de lojas de todos os tipos. Lá, até as mais raras peças conseguiam existir em mais de dois sítios.
Depois das compras feitas, Cally sentou-se no carro desportivo de Will. Um magnífico Peugeot RCZ coupé de 29 mil euros*, lá Cally derretia-se mas agora estava mais interessada em verificar as facas. Eram todas para diferentes coisas, mas todas cortavam e espetavam carne, isso era certo.
Will dirigiu-se para sua casa, e foi até à cave, onde estavam todos já prontos.
                -Depois disto quero embebedar-me. – Ivan riu-se.
                -Porquê? Achaste o concerto de ontem assim tão mau? – Perguntou Will pegando na sua guitarra preta e branca.
                -Não, acho que estiveste bem, estava convencido que estavas destreinado.
                -Achas mesmo? Ele treina todos os dias, vocês é que não sabem. – Defendeu-o Cally. Ontem, como Brian ainda não tinha aparecido, Will cantou o concerto todo ao ponto de ficar meio rouco.
                -Oh! – exclamou Scott tentando chamar à atenção – Eu cá acho que aquele concerto foi uma treta – fungou fingindo-se de chateado. Will foi até ele.
                -Pronto, pronto – abraçou-o e fez com que ele o abraçasse. – Para a próxima o Brian aparece.
                -Não, por acaso a sério – Scott fez força para se soltar do abraço do melhor amigo de Cally. – Já tinha saudades de um concerto assim, só faltava… - ele olhou para Cally durante um centésimo de segundo, mas depois desviou logo o olhar para o chão. Sabia que ela não ia gostar se ele continuasse aquela frase. Will pareceu ter-se lembrado de uma coisa e virou-se para Cally com uma cara mais séria que o normal.
                -Cally, nós precisamos de falar. – Oh bolas, aquelas palavras juntas formavam uma frase no mínimo desagradável para ela. Sempre que alguém dizia aquilo ela sabia do que se tratava.
                -E não quero saber, quero que comecem a ensaiar. – Disse ela tentando manter o seu bom espírito. Will mordeu o lábio inferior onde tinha o seu piercing, hoje em forma de argola preto. Cally gostava, atraía qualquer rapariga, pelo menos uma que gostasse de piercings. Ela tinha quatro em cada orelha e sim, gostava muito.
                -Mas é sobre iss… - Foi  a vez de Ivan falar.
                -Esquece Ivan.
                -Tu é que sabes – Scott True encolheu os ombros e pegou nas baquetas, parecia tentar esconder que estava incomodado com aquilo, mas não conseguia. Will olhou-a com medo. Assim que ele tocou os primeiros acordes na guitarra, Cally sentiu o seu coração começar a bater freneticamente como já não acontecia há algum tempo. Will começou a cantar, a sua voz estava lenta e afinada, não era o tipo de música a que ele estava acostumado a cantar ou a ouvir, mas a sua voz encaixava-se perfeitamente. Cally estava a ter uma espécie de déjà vu. Não era Will que costumava cantar esta música, ele apenas tocava, mas as vozes deles eram tão parecidas.  Hey dad look at me Think back and talk to me Did I grow up according to the plan ? And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do? But it hurts when you disapprove all along. Ela abanou a cabeça tentando deixar as recordações para trás. Não conseguia, a voz de Luke chegava a ela como se ele ainda lhe sussurrasse ao ouvido, como fazia à noite para ela adormecer.
                Piscando muito os olhos para não chorar, Cally desceu do sótão e foi para o quarto de Will, sentando-se no sofá rijo em forma de um tambor de bateria, mas até naquele maldigo sítio, a música se ouvia. Desistindo de tentar não ouvir a música voltou para o sótão e observou-os. Nenhum deles estava a rir ou com ar sorridente, todos pensavam nele.
                - Now it's just too late And we can't go back I'm sorry I can't be perfect – cantou ela não escondendo a emoção na voz. A música acabou.
                -O que é que vocês estão a fazer com a música do meu irmão? – Perguntou duramente. Normalmente ela não falava assim com eles, fazendo-os ficar um pouco desconfiados de início, mas perceberam que era difícil para ela.
                -Nós queríamos falar contigo sobre isso. Vamos utilizar a música no próximo álbum. Deixámos a música e a letra tal como ele a compôs, só o Scott é que deu ali uns retoques na bateria – justificou-se muito rapidamente Will.
                -Porque é que querem a música dele no vosso álbum, é demasiado calma para vocês.
                -Sabes que não é Cally, tanto temos músicas mais rápidas ou pesadas como calmas e mais lentas. Compreende, o Luke foi importante para nós e…
                -É. É importante para nós. – Cally irritada, por todos colocarem o nome Luke numa frase composta por um dos pretéritos, saiu em direcção a sua casa. Com a fúria que percorria o seu corpo esqueceu-se das compras e da sua mala, mas isso mais tarde, quando se acalmasse apareceria para ir buscar tudo.
                Passou por uma esplanada e decidiu parar, como estava pouca movimentação, aquele era o sítio certo para se acalmar. Quando se sentou numa mesa depois de pedir um fino, Cally ajeitou a sua faca que a estava a magoar. O seu fino chegou rápido e quando deu o primeiro gole viu um rapaz de cabelo preto despenteado a passar por ela. Ela estremeceu quando o rapaz olhou para ela.
                -Boa Cally, enlouqueceste. O teu irmão está morto, tu viste, tu viste. – Murmurou para si própria enquanto baixava a cabeça fazendo-a bater na mesa.
“Mulheres não servem para isto, não sei porque tentas.” Disse-lhe Gordon.
“Tu tens a tua opinião, eu tenho a minha.” Respondeu-lhe.
“Sabes porquê? – era uma pergunta retórica – porque elas enlouquecem mais rápido.”

Esta conversa aconteceu há cinco anos atrás, quando tinha apenas catorze anos e tinha morto uma pessoa. Uma pessoa… não era uma pessoa, Cally tinha morto uma rapariga da sua idade, uma das suas maiores amigas, uma criança. Nunca desconfiaram dela por ser a sua melhor amiga, mas ela com essa idade não se tinha importado minimamente com o que deixava para trás. Depois continuou, não que gostasse de o fazer, apenas fazia.
Deixou uma nota alta, a única que tinha na carteira em cima do balcão e não se ralou com o troco que lhe tinham que dar. Foi dar uma volta e sentiu-se subitamente atraída quando viu um edifício que não conhecia com aquele aspecto. Viu uma rapariga, rapariga não, mulher. Era Sarah Cinnamon, uma das melhores modelos da década e uma das pessoas que mais sofreu na vida. Ao contrário do que Cally pensava, não estava com os paparazzis atrás dela. Subiu as escadas do edifício e colocou-se à sua frente. Ela era realmente muito grande.
                -Olá, posso ajudar-te? – Perguntou sorrindo, falava como se não fosse conhecida por todos.
                -Na verdade não.
                -Então?
                -Ou sim, não sei. – Sarah ficou confusa. – Não fui violada nem nada do género, não preciso de ajuda para isso, – ela parece ter descontraído – mas acho que…preciso de alguém.
Sarah levantou o sobrolho.
                -Já percebi, espera um minuto. – Entrou no edifício e voltou poucos segundos depois com um cartão na mão. – Ela é eficiente.
Cally pegou no cartão e sorriu-lhe.
                -É tipo padre? Não conta nada a ninguém? Nem à polícia?
                -Uma das minhas regras é essa.
Ela voltou a sorrir e virou as costas à modelo britânica. Não sabia porque estava a fazer aquilo, talvez ouvir de novo aquela música e lembrar-se do sussurro de Luke ao seu ouvido quando era criança a tivesse afectado, talvez apenas tivesse aceite o cartão para não ser mal educada, talvez nem chegasse a utilizado, talvez…
 Entrou na casa de Will, novamente e quando voltou à cave todos olharam para ela à espera que dissesse alguma coisa. Cally inclinou a cabeça para o seu lado direito, Ivan lembrou-se de um gato, quando alguém fazia festas a um gato e ele gostava, inclinava a cabeça daquele jeito engraçado.
                - Ivan – Ivan olhou para ela alerta – Let’s get drunk. – esclareceu. Ivan levantou-se e sorriu.
                - Let’s go, babe. – disse tentando introduzir um pouco de charme naquelas palavras, mas apenas conseguiu parece estúpido. Cally riu-se, Ivan sempre será Ivan. Despois da… Depois do que aconteceu, Ivan era a única pessoa que fazia a banda sorrir.
 Will olhava-a com um sorriso não verdadeiro, mas ela não o queria confrontar agora. Estava farta de drama por hoje.
                -Tequila ou um shot qualquer? – Perguntou Scott. Sempre que se falava em bebidas Scott estava dentro.
                -Scott – chamou atenção Cally – shot de tequila resulta?

               
Música: Perfect  dos Simple Plan; Composição: David Desrosiers

*Não me apetece fazer a conversão para dólares. E provavelmente nem é o mesmo preço que nos States.

Este capitulo está um pouco secante, mas precisava dele assim.

 

Só posto com os meus sete comentários.
Btw, aquela coisa dos dias é só para vocês terem a noção de quantos dias passam, mais nada. 

publicado por Cate J. às 19:54
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10 comentários:
De Andrusca ღ a 21 de Agosto de 2011 às 21:30
Luke? pára tudo, quem é esse?
o irmão :o
mas o que lhe aconteceu? eu quero saber :o
ahah, a sarah, tão fofinha u.u
Não está secante, eu gostei bastante *-*


De Cate J. a 21 de Agosto de 2011 às 23:38
ainda bem que gostaste, vai falar com ele, pode ser que consigas desenroscar-lhe algo. xD


De Andrusca ღ a 22 de Agosto de 2011 às 00:14
ahah, não sei se vou conseguir falar com um morto (a)
mas agora a sério, já tentei perceber isso várias vezes, mas ainda não percebi como isso funciona :s


De Annie a 22 de Agosto de 2011 às 12:50
Ela tinha um irmão e ele morreu?
adorei quero mais


De Eleanor. a 22 de Agosto de 2011 às 22:05
amei :D
ohh coitada da Cally :(


De -MP a 22 de Agosto de 2011 às 22:24

bem, para pores foto basta em cima naqueles links pequeninos, clicares em perfil e dp avatar (: a seguir é só fazer upload da imagem.
dp logo o primeiro tópico, vais clicando até te aparecerem as apresentações. vais à primeira páginas e copias o q a directora respondeu e dp clicas em "responder" e escreves tudo o que achares importante sobre ti e a tua personagem, seguindo o "guião". e para escolheres a personalidade basta escolheres onde diz isso mesmo, há em todos os tópicos isso em cima.
espero ter ajudado. beijinho


De psycho ; a 25 de Agosto de 2011 às 14:59
AMEEEEEEEEEEEI


De carolaina a 26 de Agosto de 2011 às 15:44
Que mais é que eu posso dizer? Muito bem escrito, como sempre!


De copodeleite a 26 de Agosto de 2011 às 18:55
não tenho lido a tua história. estive ausente. mal tiver tempo ponho-me ocorrente.
espero que compreendas :) beijo


De Felícia a 30 de Agosto de 2011 às 14:09
Brutal, espetaste a Sarah aqui no meio!
E eu a pensar que a Cally a ia matar! :O


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