Sábado, 27 de Agosto de 2011

Capitulo 5 de Pride - Not found

Yay, cheguei a mais de sete comentários, custou mais foi.

 

Capitulo 5 - Dia 14

 

                 -I don’t really care – disse Callypso andando às voltas com uma garrafa de whisky, já que a Tequila tinha acabado, na mão e a rir-se enquanto olhava para o tecto. – I don’t really care if this is true, - pausa - i just want fuck you! – Cantou em crescendo parando zonza e sentando-se. 

                Will sentou-se com as lágrimas nos olhos de tanto rir, Cally quando estava bêbada era de mais. Não, ela era de mais já sóbria, mas quando estava bêbada era tão engraçada que punha as pessoas que ela matara a rirem-se.
                -Isso dá uma bela música! – Exclamou Ivan olhando para ela e para a guitarra de Will e começando a tocar alguma coisa que inventara no momento.
                -Fuck you, I just want fuck you all night long. I don’t really care if this is true…. I just want fuck you. – Cantou desafinadamente. Ivan nunca prestou para cantar. Cally, que estava a dar um gole na garrafa de whisky engasgou-se e tossiu deitando todo o líquido para fora. Abrindo a boca ficou estática a olhar para Ivan e devagar foi-se baixando até ficar de joelhos com a cabeça no chão. Will levantou-se assustado pensando que ela se estava a sentir mal, mas chegando ao pé dela, Cally levantou a cabeça e olhou-o a rir-se como se o Mundo fosse acabar ainda hoje.
  -I'm so funny - disse Will do nada começando também a rir-se.
                -Ivan – Cally não conseguiu continuar a frase porque o ataque de riso ainda não acabara. – Ivan, não me digas isso! Olha que eu sei Kung fu! – Ameaçou-o ela. Ivan olhou-a não compreendendo à primeira, mas ela recomeçou a rir e ele lá se riu também.
                -Quero ver isso – riu-se ele. Cally olhou para ele com um olhar tão ameaçador que Will pensou que ela o fosse matar.
                -Okay. – Disse ela com uma falsa cara seria. Ivan riu-se e levantou-se com o tronco meio puxado para a frente, pernas um pouco abertas atrás e com as mãos a protegerem o seu tronco e cara. Cally sorriu aproximou-se sedutoramente dando um pontapé no meio das pernas de Ivan. Will não aguentou e começou a rir-se tendo que sentar-se no sofá. Ivan caiu a choramingar.
                -Ela disse que sabia Ivan. Tu é que começaste! – Comentou Scott que estava a limpar os pratos da bateria com a cerveja, enquanto se ria. Estava tão bebado e ia passar-se assim que acordasse sóbrio. Cally sentou-se no sofá com a sua cara de “eu sou a melhor” e as mãos cruzadas ao peito.
                -Fuck you, I just want fuck you all night long – Repetiu a Callypso a mesma cantoria que Ivan, que ainda se queixava no chão. – Mas olha que fica na cabeça! Podem fazer uma música assim. – Ela levantou-se indo até ao quarto de Will, o rapaz seguiu-a com a “pulga atrás da orelha”.
                -O que é que vieste aqui fazer Callypso Greek? – Perguntou Will na porta do seu quarto. Ela fungou.
                -Estou bêbada, William Moon – Fungou novamente e sorriu, voltando-se para o computador e colocando uma música que Will mal conhecia.  - She's pink inside just like my other toys, And the blue has been ripped from her ocean ai-aia-aia-ais (eyes), But Jamie, she no longer breathes – cantou sombreamente com um toque de humor. As canções favoritas de Cally sempre foram as que falavam de mortes. - One bullet for love, One bullet for god, One bullet for the monster in all of us. – Parou – Will, o que acontecia se o teu pai descobrisse sobre mim?  Sobre o que eu sou. Afinal eu sou uma assassina. – Fez uma cara assustadora, bem não muito, estava bêbada por isso o que conseguia fazer era uma imitação da cara assustadora da morte no scary movie. http://gordonandthewhale.com/wp-content/uploads/2009/10/1.jpg
Will levantou o sobrolho e pensou durante um pouco. Muita coisa, provavelmente mandava-o para um país em que o estilo de música fosse péssimo o que acabava por destruir a banda, depois investigaria a família Greek, assim como a ele que era filho, matava o pai dela por ter morto tanta gente e como Cally era uma rapariga com ar inocente e praticamente filha dele apenas a levava para a prisão.
                -Nada de mais, porquê? – Questionou intrigado.
                -Porque podia dar-me na cabeça e matar alguém hoje, como estou bêbada não fazia o meu trabalho bem feito e sei Kung fu. – Riu-se enquanto fazia Will sentar-se na cama e se sentava no seu colo. Começou a dar-lhe beijos do maxilar à orelha mordendo-a e sorriu para ele quando o voltou a olhar.
                -Não. Não vai acontecer Cally. – Negou-lhe Will. Ela fez um olhar de injustiça e beicinho. – Estás bêbada, não quero que amanhã acordes a pensar que me aproveitei de ti. Apenas dorme. – Pediu Will com vontade de ceder. Cally deu-lhe um olhar chateado e saiu do colo dele deitando-se na sua cama. Adormeceu tão rápido como se embebedou. Devagar.

 

Dia 15

 

Callypso acordou e ao abrir os olhos foi como se lhe estivessem a dar com um martelo na cabeça. Afundou a cara numa almofada que cheirava a Will e tentou abstrair-se da dor. Olhou para a mesa-de-cabeceira e viu comprimidos assim como um copo de água. Ela sorriu, Will sabia sempre como ela acordava depois de uma noite como aquela. Assim que tomou os comprimidos agarrou na garrafa de água que ainda estava fresca e colocou-a na testa enquanto ia até ao sótão. Quando chegou lá deu com Ivan, ele riu-se quando a viu cheia de olheiras e com uma cara nada animada.
                -Parece que alguém acordou mal disposta. Que noite ontem! Hã?! – Ele também não estava muito bem, mas ela não lhe disse nada.
                -Eu disse que sabia Kung Fu! – A voz de Cally soou tão desesperada por ter dito aquilo, que a fez rir.
                -E eu não preciso de outra demonstração – disse com medo – sinceramente – colocou a mão no seu peito e inclinou-se para ela falando-lhe em tom de segredo – eu acho que és a melhor, devias ganhar um prémio. A sério! – Ela riu-se. Scott estava outra vez a limpar a sua bateria e a olha-la consolado. Estava sóbrio e Cally perguntava a si própria duas coisas; como conseguia ele acordar sem estar enjoado, depois de tanto álcool no dia anterior e como ele conseguia passar tanto tempo a limpar a porcaria da bateria! Aquilo sim era um homem de ferro!
                -O que eu devia fazer era ir para casa. A minha mãe deve estar a passar-se.
                -Dá-lhe com o teu Kung Fu se ela te atacar! – Sugeriu Ivan. Ela riu-se novamente e abanou a cabeça. Despediu-se de todos com dois beijos.
                -Will, se quiseres combinar alguma coisa hoje diz. – ele assentiu meio perdido nos seus pensamentos e ela foi para casa.


                -Onde te meteste criança? – Perguntou Anita preocupada. – Que cara é essa?
                -Desculpa mãe, adormeci em casa do Will, fiquei com uma dor de cabeça e adormeci lá. – Mentiu inventando uma desculpa.
                -Hum, já tomaste alguma coisa? – Enquanto a mãe lhe perguntava aquilo, Cally olhou para o pai que trocou um olhar divertido com ela.
                -Sim.
                -Sendo assim vou trabalhar, estou atrasadíssima por causa de ti. – Resmungou a mãe de Cally pegando na mala onde levava todos os seus contactos para fazer uma grande festa e saindo com a chave do carro na outra mão. Ela virou-se para o pai que começava agora a rir-se. Não era justo apenas ele reconhecer quando ela mentia, era uma tarefa muito difícil, mas ele conseguia descobrir o segredo. Por vezes Will também conseguia, mas quando ela queria mesmo esconder algo e se esforçava ao máximo para o fazer, ele não descobria.
                -Adoro quando mentes descaradamente à tua mãe estando tudo à frente dela, mas ela não vê.
 É uma coisa comum, visto que lhe fazes isso todos os dias. Foi o que Cally lhe quis dizer, mas em vez disso disse-lhe:
                -Pai, eu não dormi com o Will – Tirou outra garrafa gelada do frigorifico, e levou à cabeça, aliviava a dor.
                -Okay, tu é que disseste tudo! – Exclamou encolhendo os ombros. – Eu só estava a falar de mentiras…
                -Apanhei uma bebedeira e ele pôs-me a dormir! – Resmungou Cally com a cabeça a piorar. Gordon começou a rir-se.
                -Ele pôs-te a dormir? – Riu-se – Essa é de mais. – Olhou para o relógio ainda a rir-se. – Bem, também tenho que ir, já me chamaram à meia hora, mas eu estou no meu dia de folga, por isso posso atrasar-me. Até logo Callypso. – Despediu-se Gordon. Cally acenou-lhe com a garrafa e sentou-se numa cadeira lembrando-se do rapaz extremamente parecido a Luke no dia passado. Uma coisa era certa, ele não estava vivo, por isso não podia ser ele, mas se havia um rapaz parecido a Luke ela gostaria de conhece-lo.
Ao tirar o telemóvel do bolso das calças, um papel dobrado saiu com ele. Era o cartão da psicóloga que Sarah lhe tinha dado.

                -Olá, senta-te – Era Helen – O meu nome é Hell---en, se disseres muito rápido. – Riu-se com a piada que tinha feito. Cally olhou para ela sem qualquer sentido de humor e sentou-se como Helen lhe tinha pedido. – Queres dizer-me porque estás aqui?
Cally ia falar, mas ela cortou-lhe a palavra.
                -Trata-me por tu, detesto sentir-me velha. – Riu-se novamente. Bem, pelo menos a psicóloga era divertida, ou pensava que era.
                -Era o que eu ia fazer – disse-lhe Cally. Helen corou.
                -Mas e então, o que te trás cá?
 Cally ficou calada, na verdade não sabia. Aquilo era uma verdadeira perda de tempo, ela já tinha ultrapassado a morte do irmão, apesar de não gostar de falar sobre ele, e de a música dele lhe fazer confusão, e de tê-lo visto mesmo morto… Ela tinha ultrapassado aquilo! Helen não falou mais, ficou a vê-la pensar com uma cara séria mas serena. Apenas lhe interrompeu os pensamentos quando o seu tempo tinha terminado.

 

Dia 18

 

Cally continuava a aparecer naquele consultório com paredes brancas e mobília castanha avermelhada com bonecos de porcelana a decorar, e continuava a não falar com Helen.
                -Quando tencionas começar a falar? – Perguntou a senhora com cabelo comprido dourado com madeixas naturais castanhas e uns olhos verdes vivos. Tinha uma cara que a acalmava, era engraçada mas o seu ar sério era um tranquilizante para as dores de qualquer paciente. Cally sentia-se estranha por ela a acalmar, nunca ninguém, a não ser Will, fazia essa proeza. Demorou-se três dias para que Cally dissesse uma palavra, hoje era o último.
                -Não sei… Quer dizer, tudo o que eu disser aqui é privado certo? – Perguntou hesitante. Ela sorriu e assentiu.
                -Privado, podes estar descansada. – Assentiu mais uma vez a psicóloga com esperança que ela começasse a falar de algo. Pegou num caderno e numa caneta fazendo que Cally ficasse a alerta.
                -Imaginemos que… - fez uma pausa para não a fazer desconfiar, caso a resposta fosse negativa. Assim podia fingir que estava a pensar – eu sou uma… - outra pausa – assassina, por exemplo. Se eu te contasse isso dirias à polícia? – Callypso Greek observou-a até à parte mais fundo dos seus olhos à espera da resposta.
                -Eu não trabalho por conta própria, por isso tenho regras. Esta empresa tem a seguinte regra: segredos do paciente a cima de tudo. Nem que seja para a polícia. Temos aqui tanta mulher que é violada e tem medo de ser descoberta, nós nunca contámos nada a ninguém. Queremos ajudar as pessoas psicologicamente não a serem descobertas ou algo disso. – A rapariga estava impressionada por conseguir fazê-lo, mas a verdade é que confiava nela. Helen não tinha nenhum tique nervoso e se estivesse a mentir mexeria nem que fosse num cabelo.
                -E se eu te dissesse que isso é verdade? Acreditarias?
Ela mais uma vez sorriu-lhe.
                -Sim. – A voz dela também a acalmava, gostava da maneira como a mulher falava. Era decidida e sensata.
Estiveram mais meia hora apenas a olharem-se até que a psicóloga decidiu cortar o silêncio.
                -Hoje, cancelei todos os meus outros pacientes para estar aqui contigo. Gostava que falasses. – Ela não estava impaciente, o que admirava Cally, mas também não estava satisfeita por passar todo o dia calada a olhar para ela. Instintivamente a rapariga engoliu em seco e abriu a boca para começar a falar, mas não lhe vinha nada à cabeça. – Tudo bem, vamos por partes. Porque marcaste uma consulta comigo?
Ela abanou a cabeça, esse era um assunto já pensado.
                -Não sei. – Não sabia mesmo, tinha pensado e repensado mas nada lhe vinha à cabeça. Aquilo era um erro e mais tarde teria que mata-la, coisa que não queria, porque a seguir a Will, a psicóloga era a única pessoa que a parecia acalmar.
                -Conta-me coisas sobre ti. Já sabes que está tudo em segredo. – Lembrou-me.
                -Coisas como o quê?
                -A tua personalidade. Se te apetecer falar de outra coisa que aches importante, está à vontade. – Cally assentiu e pensou um bocado no que lhe dizer.
                -Sou… - respirou fundo – acho que o meu melhor amigo pensa que sou uma psicopata – olhou para Helen, que lhe pediu com o olhar que continua-se. – Por vezes, sinto que não tenho sentimentos. As ruas, os objectos, as pessoas… tudo fica mais escuro e sombrio e… há sangue por todo o lado. De alguma forma eu sinto-me bem com isso. Mas eu não sou uma psicopata, acho eu. – Quando deu por ela estava a roer a sua bochecha do lado de dentro. Que estúpida! Porque é que estava a contar isto a uma psicóloga? Porque é que estava ali? Provavelmente, quando ela ficasse com medo ou até o seu pai descobrisse, Cally teria que a matar e isso daria muito nas vistas, porque Helen não parava de escrever naquele caderno, o que a irritava e fazia sentir-se fora de dela.
                -Mas agora estás irritada. – Callypso levantou-se e tirei-lhe o caderno. A psicóloga sentou-se mais direita na sua cadeira observando bem cada atitude dela.
                -Eu não te quero matar, está bem? – Perguntou Cally segurando com tanta força no seu caderno que se via os ossos brancos nas dobras dos seus dedos. Ela assentiu e inclinou-se, não estava com medo, o que surpreendia todos os cabelos da assassina.
                -Eu quero ajudar-te Callypso. Eu não vou dizer nada a ninguém, eu escrevo para poder perceber-te, se quiseres, depois de te ter ajudado eu queimo-o e ninguém o verá, está bem? – Perguntou-lhe calmamente. Queria ajuda-la? Isso era a coisa mais estranha, depois de Cally ser uma jovem adulta de dezanove anos, que já era assassina à cinco.
                -Se o meu pai descobre mata-te.
                -É o teu pai que te manda matar? – Perguntou.
                -Faço-o porque quero, para passar tempo, não sei. Apenas faço-o. Mas, sim, se ele descobrir manda-me matar-te. – Cally deu-lhe o livro.
                -E tu gostas? – Voltou a recostar-se e a escrever.
                -Não sei.

 

Música: The prestige dos A static lullaby

 

Novamente aos 7 comentários posto.

Só vos aviso quando puder, agora já é tarde e estou cansada x)

publicado por Cate J. às 00:07
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11 comentários:
De Eleanor. a 27 de Agosto de 2011 às 01:29
omg amei :D
adorei as partes em que a Cally foi À psicologa :)


De Cate J. a 27 de Agosto de 2011 às 01:43
ahaha xD ia mesmo agora dizer-te que tinha postado
ainda bem que gostaste
eu pensei que as partes da psicóloga estavam secantes por isso pus aquela parte em cima em que eles estão todos bêbados :D


De copodeleite a 27 de Agosto de 2011 às 02:14
gostei :)


De psycho ; a 27 de Agosto de 2011 às 12:12
AMEEEEEEEEEEEEEI


De Annie a 27 de Agosto de 2011 às 12:37
Gostei bastante e esta ideia de ela começar a confiar noutra pessoa sem ser o Will agrada-me.


De Andrusca ღ a 27 de Agosto de 2011 às 13:26
AHAHAHAHahaha, adorei a música, adorei o kong fu xD
ohh, o will não se aproveitou, é um fofinho u.u
A psicóloga surpreendeu-me... espero que a cally não a mate x)
Adorei +.+


De carolaina a 28 de Agosto de 2011 às 10:52
Querias que eu escrevesse o que me vai na alma, portanto aqui vai:
1) Ao ler isto, eu sentia-me exactamente como a Cally (talvez um bocadinho menos psicopata) mas entendia-a, compreendia todos os pensamentos e decisões dela.
2) A maneira como descreves a "bebedez" é realista ao ponto de ser suspeita xD
3) Continuas a fazer umas descrições perfeitas, se eu precisasse de consultas numa psicóloga escolhia a Hell-en sem pensar duas vezes.
4e último) A sério, vê o American Psycho 2, acho que te vai interessar xD


De Regina Oliveira a 28 de Agosto de 2011 às 22:24
- LINDO , lindo , lindo . comecei a pouco a ler o este teu novo blog e esta nova história e bem adorei !!!!

- mal posso esperar pelo próximo . (:


De Regina Oliveira a 28 de Agosto de 2011 às 23:14
- podes avisar-me quando postares ? >


De a a 4 de Setembro de 2011 às 18:17
se não der muito trabalho (a)


De a a 4 de Setembro de 2011 às 20:33
então sim, avisa :b


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