Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Capitulo 6 de Pride - Not found

Capitulo 6 - Dia 18/19


 

Cally e Will acordaram com gritos e gemidos.
                -Will o que é que estás a fazer na minha cama? – Perguntou Cally pensando que Will estava a fazer coisas que não devia na cama dela – Não sentiste isso o suficiente hoje? – Resmungou.
                -Hey, eu não estou a fazer nada! – Apressou-se a dizer quando se apercebeu do que Cally pensava. – Vem lá de cima Cally. – Informou-a. Houve uma pausa da parte de Cally. – Parece que os teus pais trabalham bem. – Gracejou o rapaz. Cally sentou-se na cama tentando ouvir melhor o que se passava.
                -Will, - Will olhou-a. – o meu pai está a fazer o turno da noite. – Ela olhou para a sua janela, ainda era de noite. O melhor amigo de Cally sentou-se como ela e olhou para o tecto.
                -Ups – murmurou olhando de seguida para as cobertas. Cally aproveitou a sua onda de fúria e vestiu a sua camisa de dormir que estava espalhada no chão. Foi até à gaveta e retirou uma navalha.
                -Cally não. – Pediu Will quando viu a navalha, mas Cally ignorou-o e rápida mas sem fazer barulho, Cally subiu um lanço de escadas que ia a dar à ala dos quartos de hóspedes e abriu uma das primeiras portas. Aí estavam eles.
                -Oh, desculpem-me não ter entrado depois do grande final. – Pura ironia, Cally sorria forçadamente e acendeu a luz. A sua mãe estava muito corada a assustada, só quando viu a sua expressão é que Cally percebeu que Will estava atrás de si. O homem estava calado e até parecia estar a gostar, estava a desafia-la com o olhar. Quando viu a sua pequena navalha afiada sorriu. Com os dentes cerrados, Cally virou-se para ir embora mas a mãe falou e ela teve que se voltar de novo.
                -O que é que o Will está cá a fazer? – perguntou Anita. Cally sentiu-se a ferver e teve que se segurar à porta para não se atirar à mãe.
                -O Will está a passar a noite comigo. – Disse Cally cinicamente interrompendo Will que ia falar. -
                -Cally, não devias…
                -Mãe! – Interrompeu mais uma vez Cally – a única e grande diferença entre nós é que eu não tenho namorado, enquanto tu tens um homem que te sustenta. – Ela sabia que a mãe só não se levantava e lhe dava uma grande chapada porque estava nua. – Continuação de boa-noite e não se esqueçam de fazer pouco barulho. Há pessoas que já fizeram o que tinham a fazer e estão a tentar dormir – Cally colocou a sua navalha entre os dedos e começou a brincar com ela. O homem continuava a olhar para ela enquanto sorria. Só por aquele sorriso Cally queria mata-lo. Sentia-se fora de si, tal como acontecia sempre; tudo começava a ficar escuro, tudo muito nublado e ela tremia de raiva.
                -Espera – mandava Will enquanto descia as escadas atrás de si. – Cally acalma-te – pediu retirando-lhe com cuidado a navalha da mão. Ela, agora, estava em cima da cama com as pernas à chinês e o olhar fixo na parede.
                -Eu vou mata-lo – murmurou com voz rouca. – Tu viste. Tu viste como é que ele me olhava e sorria? – Só não estava a gritar porque não queria que mais ninguém ouvisse a conversa deles.
                -Vi, ele parecia estar a desafiar-te ou coisa do género.
                -Will, eu vou mata-lo. – Murmurou.

Dia 19

                -Então, ele fez assim – Lily mexeu o seu rabo para o lado direito e para o esquerdo imitando quem quer que fosse – e depois mexeu assim os dedos como se estivessem partidos e… - a rapariga não conseguiu continuar a falar porque começou a rir desesperadamente. Cally ria-se suavemente, não conseguia rir-se tanto como a amiga porque já estava cansada.
                -Já temos a revista! – Anunciou Ivan mal chegando ao sótão – O quê?! Já estão bêbadas? – Ivan começou a rir-se como se também tivesse bêbado o que fez com que Lily quase desmaia-se com tanta dor que tinha no corpo, só de se rir. Cally deu uma gargalhada das mais altas e pegou na revista que Ivan trazia na mão. Viu Will na primeira capa.
                -Hey! Então?! Nem esperam por mim? Fogo Ivan! – Will fingiu-se de zangado, mas logo se riu e olhou para a capa da revista, orgulhoso. – Eu sou muito bom não sou?
 Cally inspeccionou a foto. Will estava com o seu novo cabelo de um preto muito escuro com uma ponta alongada até ao olho direito, o resto estava todo espetado, mais espetado que o costume. Está bem que o cabelo é a sua imagem de marca, mas não é preciso exagerar para dar nas vistas. Tinha o seu olhar muito azul e focado enquanto olhava para a máquina fotográfica. A sua boca semiaberta fazia todas as pessoas olharem para o piercing sexy que ele tinha. Esse era outra imagem de marca que eles estavam a exagerar. Não estava nu, tinha um boxers pretos , mas o corpo restante tinha um líquido que fazia sobressair os seus músculos.
                -Não Will, não és muito bom, tens líquido nojento a escorrer pelo teu corpo, o teu cabelo está péssimo e a tua boca está aberta como se fosses engolir algum comando – Cally quis dizer outra coisa mas como não o queria envergonhar mudou de ideias -, tudo isso só para sobressair a porcaria do piercing. Para além de eu saber que isto é tudo photoshop porque eu sei muito bem onde tens um sinal de pelo menos três centímetros que daria para ver daqui. – No fundo era só para o irritar, mas a verdade é que já tinha feito muito melhor que aquilo, não por culpa dele, mas por culpa da agência. – Acredita, esta sessão fotográfica vai arruinar a tua carreira como modelo. – Brincou.
                -Eu também não quero ser modelo e quanto ao sinal pedi para remove-lo, não gosto dele – Will empinou o nariz por causa da observação da amiga e sorriu-lhe segundos depois, ela fez o mesmo.
                -E não me queres deixar ver esse sinal? – Perguntou Lily. Num ápice, Cally olhou para ela que parecia entusiasmada para ver e mesmo com esperanças que ele lhe mostrasse alguma coisa.
                -Não. – Disse Cally em vez de Will. Ele olhou para ela, espantado. Cally conhecendo Will como conhece sabia que ele não lhe ia mostrar nada, era demasiado tímido, mas tinha ficado espantado com a resposta rápida. Ela não tinha ciúmes, mas Lily fora namorada de Luke e ainda hoje sofria por causa disso. Porque é que agora estava a atirar-se a Will? Só porque estava bêbada?
                -Eu estava a brincar Cally – desculpou-se Lily que estava demasiado bêbada para ficar chateada. Houve um silêncio estranho no sótão, mas Ivan foi buscar a guitarra, e começou a tocar alguma coisa que ela não conhecia. Soava-lhe bem, mas faltava uma canção, uma letra para ficar perfeita.
                -Isso está óptimo!
                -Ainda bem, porque vais ser tu a fazer a letra. – Declarou Ivan para Cally.
                -Eu? Eu porquê?
                -Porque eu quero e foste a primeira a elogiar, tu sabes como eu funciono. Depois o grupo decidiu que eu ficava na guitarra nesta música e não no meu rico baixo. Eu, o poderoso Ivan Rock. Tanantan! Rock! – Ivan não tinha bebido nada, mas já estava bêbado.
                -Okay, não prometo que saia grande coisa, mas Okay. – Cally riu-se. Ela ia mesmo fazer aquela letra, não conseguia parar de ouvir a música que Rock tinha feito.
                -Vou embebedar-me se mo permitirem. – Todos assentiram para Will menos Cally.
                -Will, ainda hoje vocês têm que viajar até Chicago para estarem amanhã à meia-noite a dar um show de concerto, não achas que…
                -Sim mamã – Will ignorou-a.
                -Will! Se o Brian não aparecer vais ter que ser tu a actu…
                -O Brian vai aparecer, mas o Will vai ter que actuar na mesma. – Todos olharam o homem alto que trazia aquela voz, de novo, à cave.
                -O quê? Porquê? Diz-me Brian, porque é que nem ligaste? Nem uma mensagem! É que… se fossem três dias… mas… não… –  Will estava fulo, não que já não estivesse antes, mas agora notava-se perfeitamente.
                -Houve problemas, eu tenho que sair da banda. – Brian parecia abatido e sentou-se.
                -Porquê? – Perguntou Lily que ainda estava bêbada.
                -Fui… fui acusado de matar a Claire.
Will olhou imediatamente para Cally, que se sentiu logo um pouco culpada. Suspirou.
                -Porquê? – Perguntou Cally. – Foste tu?
 Brian olhou para ela, irritado e levantou-se.
                -Sabes muito bem que eu não conseguiria fazer isso Cally – Todo o vocalista da banda tremia. Ele não estava só irritado, mas como com medo. Para quê ter medo se não foi ele? Perguntava-se Cally a si mesma.
                -Tudo bem, mas porque é que eles te acusaram? – Cally estava calma exteriormente, mas por dentro sentia-se um pouco inquietada, não podia deixar que o acusassem.
                -Porque eu tive um caso com ela! E, no mesmo dia em que a minha namorada descobriu deixou-me. Primeiro pensaram que tivesse sido ela, mas ela tem álibi, estava com uma amiga. Eu não fiz nada. – Brian voltou a sentar-se com as mãos na cabeça.
                -Se não fizeste nada vão-te ilibar. – Cally encolheu os ombros e pôde jurar que agora estava a ser um pouco insensível, mas era verdade. Olhou para Lily que já dormia e suspirou.
                -Eu já venho. – disse saindo para o quarto de Will.
Sentou-se na sua cama e olhou para a parede castanha que tinha uma frase que Will adorava. “He who makes a beast out of himself, gets rid of the pain of being a man – Doctor Jonhson*”. Ao seu lado estava o comando que ligava a aparelhagem. Cally acendeu-a para ver se se entretinha. Talvez tenha passado uma meia hora até todos irem embora e Will apareceu no quarto com a sua cara de “precisamos de falar”.
                -Sim papá – ela não se tinha esquecido que ele a tinha ignorado. Deitou-se na cama. – Will...
                -Will nada! – Interrompeu-a o rapaz. Cally sentou-se impressionada com o seu tom de voz. Acho que depois de ter passado toda a sua vida com ele esta era a primeira vez que ele lhe falava alto e completamente irritado, completamente farto. – O Brian está a ser acusado por um erro que tu fizeste. Tens que o tirar de lá Cally. Acabou, eu estou pelos cabelos, não… eu estou pior! Estou farto que andes por aí a matar pessoas, estou farto de ir buscar-te depois de o fazeres e estou farto de te levar à fábrica do teu tio só para esconderes as provas…
                -Se o Brian não é o culpado não há provas. Se não há provas, o Brian vai ser ilibado. – Disse-lhe duramente. Ela estava magoada com aquelas frases, já tinha pensado várias vezes naquilo, mas ouvi-las doía mais. Levantou-se e contornou a figura estática de Will que ainda estava a tentar entender o que tinha feito ao certo.
Voltou para casa e sentou-se imediatamente à mesa com o pai que mal a viu sorriu.
                -Hoje, chegou um rapaz da tua idade ao hospital completamente assustado, perguntei o que se passava e ele disse-me que tinha morto uma pessoa e que outra estava em coma – riu-se. – A outra acordou e ele ficou tão feliz! – Cally ia sorrir-lhe, mas Anita apareceu na cozinha com uma cara cansada.
                -Não dormi bem, vou para o quarto, não me chamem para jantar – disse levantando-se. Uma ruga instalou-se entre as sobrancelhas de Gordon, estava preocupado com aquela atitude.
Cally entrou no quarto e fechou-se a ouvir música. Tinha sido mais um dia dramático. Porque é que isto não tinha fim? Porque é que a mãe fizera aquilo com o pai? Gordon podia ser um criminoso, mas era incapaz de a magoar seja com uma faca ou com as suas atitudes. Porque é que Will tinha explodido daquela maneira? Ela sabia que ele estava farto, mas tinha mesmo que explodir quando ela mais precisava?
                 Ela estava já deitada quando Anita abre a porta do quarto sem se quer pedir licença, Cally ia reclamar mas ela impediu-a.
                -Vou ter que sair – apesar de tudo havia um brilho de alegria naquele olhar o que irritava profundamente Cally – o teu pai está a fazer o turno da noite, por isso vais ficar sozinha.
                -Ah não faz mal, mas se tiveres medo que eu fique sozinha, podes ir buscar novamente o teu companheiro. Assim vocês vão lá para cima e eu já não fico sozinha – sorriu-lhe completamente enojada. Anita olhou para baixo.
                -Eu não vou ter com ele Cally…
                -Adeus mãe – voltou a sorrir-lhe e cabisbaixa Anita saiu do quarto. Cally até acreditava nela, porque antes de ter ido para a cave de Will ela passou por casa do tal homem e disse-lhe que se afastasse da sua mãe. Enojada, irritada e capaz de matar o homem foi para casa de Will e afundou-se em bebida com Lily.
Ouviu a campainha a tocar e levantou-se completamente desgastada do dia de hoje. Quando abriu a porta viu Will.
                -Se me vens dar mais sermões esquece Will. Já chega por hoje. – Pediu-lhe, mas Will parecia não querer dar-lhe mais sermões. Estava pálido e com o olhar meio morto.
                -Não te vou pedir desculpas pelo que te disse hoje – Tinha a sua voz extremamente rouca e Cally não estava a perceber o porquê de ele estar assim, até que o cheiro a sangue a invadiu. Olhou para todo o corpo de Will e viu uma pequena poça de sabe por baixo de si.
                -Will – murmurou agarrando nele de baixo do ombro e sentando-o numa cadeira.
                -A artéria femoral… - murmurou Will apoiando a cabeça na mesa deixando cair alguns pingos de suor nela.
                -Não foi afectada ou já tinhas morrido – disse-lhe Cally observando o corte nas suas calças. – Vou rasga-las. – Anunciou e fê-lo. O corte estava profundo, mas felizmente também limpo e de um lado em que não afectava a artéria femoral. Mesmo assim estava a perder muito sangue, muito sangue. – Tens que ir ao médico – Disse Cally com urgência.  Will emitiu um gemido, estava cada vez mais pálido. – Hey, nem te atrevas a desmaiar pelo caminho. Diz-me quem te fez isto. – Estava a tentar mante-lo acordado e ao mesmo tempo sacar informação.
                -O amante. – disse num tom de voz que mal se ouviu. Cally deve ter ficado estática durante tempo a mais porque Will desmaiou.

 

Pronto, foi um capitulo diferente. 

A frase que o Will tem no quarto foi por causa de uma música, mas foi mesmo um tal de Dr não sei das quantas que a disse

 

Os gifs que representam o capitulo fazem lembrar mais o 5º, mas não encontrei nenhum de jeito.

 

Ganhei uma leitora nova! 

Agora quero 8 comentários para voltar a postar.

publicado por Cate J. às 15:55
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