Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Capitulo 7 de Pride - Not found

Capitulo7 – Dia 20.

 

 

 

 

Cally esteve acordada toda a noite. Assim que amanheceu ouviu a porta a bater e decidindo que aquilo não ia ficar assim, foi atrás do bandido. Seguiu-o até que um beco apareceu e ela empurrou-o para lá. Ele tinha força e estava atento ao que se passava à sua volta, mas ela conseguiu mantê-lo lá.
            -Cally! – Disse em tom de saudação – Vens matar-me? – Então ele sempre sabia o que ela fazia! Isto era mau, muito mau. Por uns segundos, uns míseros dois segundos, Cally sentiu-se tremer com medo, mas recuperou quando olhou para o sorriso daquele impostor.
            -Não. Vou deixar-te morrer na tua própria miséria. – Respondeu-lhe ela com um olhar penetrante. O homem tinha que continuar firme, mas a verdade é que ela o perturbava.
            -É, eu acredito porque sou demasiado importante para a tua mãe, logo não me vais fazer nada – sorriu.
            -Afinal não és tão burro como eu pensava, mas burro o suficiente para me fazeres esse olhar – Rosnou Cally exaltada. O homem riu, até mesmo a ameaça-lo ela parecia uma ingénua. – Afasta-te da minha mãe! – Gritou-lhe. – Afasta-te de mim, de toda a minha família e amigos! Afasta-te. – E saiu deixando o sorrir.
Aquilo tinha sido a coisa mais estúpida que ela tinha feito em toda a sua vida. Não matar uma pessoa que sabia sobre ela e podia denuncia-la, não matar uma pessoa que tinha poder e força suficiente para a matar.
            -Oh bolas, ele tem que morrer. – Murmurou Cally enquanto voltava para casa. – Mas como? – Chegou ao quarto e suspirou ao ver Will a dormir. Vestiu rapidamente a camisa de dormir, pois tinha vestido um vestido para poder sair de casa e enfiou-se na cama. Will virou-se e colocou o seu braço por cima dela, fazendo com que eles ficassem os dois enroscados. Aquilo soube-lhe bem e ela queria adormecer assim. Mas não conseguiu.


O único barulho que se ouvia naquele corredor de hospital era o pé de Cally a bater freneticamente no chão desesperando por notícias. Ninguém lhe dizia nada há mais de duas horas o que não era normal. Assim que viu o seu pai levantou-se e perguntou-lhe com o olhar se ele estava bem.
            -Acalma-te Cally! – Pediu o seu pai admirado, ele nunca a tinha visto tão stressada na vida e para dizer a verdade, nem ela. – Ele está bem – com a mão no coração Cally conseguia senti-lo a abrandar. – Está agora a receber sangue. Sabes quem lhe fez isto?
 A pergunta de Gordon fê-la parar. Ainda não tinha certezas se foi o impostor do amante da mãe ou não, mas se fosse, ela cortava-o aos pedaços e ainda o triturava com uma batedeira gigante.
            -Posso ir vê-lo? – Perguntou ao pai. Ele ergueu uma sobrancelha e Cally revirou os olhos – não pai, não estou, ele é o meu melhor amigo e no que depender de mim nunca vai sair magoado da nossa história - disse-lhe apressando-se até ao quarto de Will.
Ele ainda dormia, devem tê-lo anestesiado ou algo do género, porque Will nunca dormia muito. Passou-se mais duas horas e Cally continuava a olha-lo, já estava quase a amanhecer e as estrelas já tinham desaparecido. Will pestanejou os olhos com força e abriu-os, sentia-se um pouco fraco mas sobreviria.
            -Não vou pedir desculpa – a sua voz era arrastada mas audível.
            -Will, como te sentes? – Foi o que Cally perguntou assim que o viu de olhos abertos, não se importando com as suas primeiras palavras.
            -Estou bem. – disse ele – estou enjoado.
            -É normal.
            -Eu sei – instalou-se um silêncio estranho no quarto do hospital. Um silêncio que nunca acontecia entre Will e Cally, era quase como proibido aquilo existir.
            -Desculpa. – Pediu a rapariga com os olhos fitos no chão. - Eu fiz-lhe um ultimato. Eu disse para ele se afastar de todos e agora ele fez-te isso.
            -Eu estou bem. – Will tentou acalma-la, mas fez exactamente o contrário quando começou a gritar como uma menina em pânico.
            -O que é que foi? Will? – Perguntou Cally desesperada.
            -Aquilo é sangue? – Will olhou-a com os lábios torcidos por causa do nojo.
 Cally suspirou de alívio, se pudesse matava-o, por causa do susto que lhe tinha pregado.
            -Tu és tão parvo – disse-lhe ela. – Vais ter alta daqui a poucas horas, as enfermeiras já te vêm tirar isto. – Cally suspirou e Will ao ver o seu estado olhou para ela. Estava com o seu cabelo vermelho e cor-de-laranja despenteado e os seus olhos verdes luminosos estavam cansados e preocupados. Cally não era nenhuma psicopata, ele sempre soube disso.
            -A culpa não foi tua, Cally. Desta vez não tiveste nada à ver com ele. – Will fez uma pausa enquanto Cally o olhava – Eu queria ir esclarecer as coisas contigo e quando passei por um beco ele puxou-me e disse que isto – apontou para a sua perna ferida – era para te fazer parar.
            -Está a tentar dizer-me que o amante da minha mãe quase que te matou para me fazer parar de te matar? – Perguntou Cally completamente confusa. Aquilo era de loucos e ela tinha que ir fazer uma pequena visitinha ao traste.
            -Tenho sede – murmurou com a voz rouca ignorando por completo que ela disse. Cally sentou-se na sua cama suspirando e deu um copo que estava já preparado para ele. – Obrigado – bebeu o copo e voltou a dá-lo – tenho fome – continuou. Cally suspirou e subiu-lhe a cama colocando-o numa posição que pudesse comer e deu-lhe uma pequena maçã. – Só isto? – Perguntou olhando para a maçã verde. Cally assentiu e olhou-o enquanto ele comia. – Agora estou ainda mais enjoado. – Resmungou.
            -Fogo Will. És um chato do pior. Nunca me lembres de te esfaquear e depois trazer-te para o hospital! - Cally e Will riram-se e quando ele ia dizer algo para gozar com ela entrou uma enfermeira com um chá qualquer que ele tinha que beber.
            -Vá, bebe tudo - Disse Cally com voz de mãe. Will riu-se e agarrou a caneca com duas mãos e levou-a à boca.

 

Dia 20

Cally ajudou Will a deitar-se na sua cama e olhou para Ivan que estava meio a dormir encostado à porta. Cally estava esgotada, eram dez da manhã e ela praticamente não dormia há 48 horas. Ivan soube de tudo atrás do pai de Cally e foi logo ter com ela ao hospital eram seis da manhã
            -Vou avisar que não vamos tocar amanhã – disse o baixista rouco com o sono enquanto pegava no seu telemóvel e procurava o número do organizador.
            -Cuidado com os jornalistas. – Pediu Will fazendo uma careta.
            -Esquece Will há demasiadas pessoas num hospital, já todos devem saber. – Disse Cally – Diz que foi um problema pessoal Ivan – pediu-lhe ela. Ivan assentiu e levou o telemóvel ao ouvido indo até à sala.
            -Não te vou pedir desculpas Cally – repetiu-lhe pela terceira vez, mas esta era a única em que ele a olhava seriamente. Cally segurou-lhe na mão sentando-se a seu lado.
            -Eu não te posso perder Will. Nem física nem psicologicamente. Foste a única pessoa que esteve comigo depois de… tudo. – Respondeu-lhe ela dando-lhe um beijo demorado na testa. Will sorriu e deu umas palmadinhas no seu peito fazendo a rapariga deitar a sua cabeça lá.

 

Helen, ainda de robe, olhava-a preocupada. Cally olhou para as horas, era meio-dia e ela ainda estava de robe? Estranho.
            -O que aconteceu para vires tão cedo? – Perguntou. Cally uniu as sobrancelhas.
            -Tão cedo? – Admirou-se ela.
            -Hoje é domingo, aos domingos só dou consultas a partir das três porque ao sábado tenho um paciente que fica até às duas da manhã – esclareceu-a.
            -Posso falar contigo? – Perguntou Cally sentando-se.
            -Mesmo que não pudesses já estás sentada, por isso não vale a pena. – Riu-se Helen – Muito bem, deixa-me ir só preparar dois cafés, estás em mau estado – Cally sorriu-lhe e esperou pelo café. Helen deu-lhe de bom grado e sentou-se ao lado da paciente, no sofá.
            -Então? O que é que se passou? – Perguntou a psicóloga bebericando o seu café. Cally engoliu em seco e decidiu partir logo para o assunto.
            -Na noite de sexta eu ouvi barulhos em casa e fui ver o que se passava. Descobri a mim mãe com outro homem, na cama – Helen abriu a boca chocada.
            -Oh meu deus! Anita Greek com outro homem na cama, sabes o quanto essa informação me vale? – Perguntou Helen. Cally olhou-a carrancuda – Continua – incentivou-a.
            -O homem mandou-me olhares muito estranhos, sorrisos… Eu fiquei com a pulga atrás da orelha e segui-o até um beco. Pedi para se afastar da minha família, amigos e de mim – Agora, Helen olhava com tanta atenção que até a fazia sentir mal. – Ontem à noite, o Will vinha ter comigo – decidiu que apenas mais tarde é que contaria da explosão dele – para resolvermos umas coisas e vi que ele estava a sangrar da perna. Ele sangrava muito. Teve que estar no hospital a noite inteira e receber sangue. – Explicou ela muito rapidamente. A cada frase Helen ficava cada vez mais espantada pensando que a vida de Cally dava para fazer uma série.
            -Mas ele está bem? – Perguntou preocupada.
            -Agora sim já está em casa…
            -Mas… O que é que ele te disse? – Questionou enquanto olhava para os olhos verdes da paciente. Olhando para Helen ela não perguntava-se como é que ela conseguia perceber tão bem as coisas.
            -O Will explodiu comigo. Ele disse-me tudo o que eu não queria ouvir e agora não pára de dizer que não me vai pedir desculpas só porque lhe salvei a vida. Ele ia resolver as coisas comigo quando foi atacado.
Helen olhou para a paciente como se a percebesse, o que era impossível.
            -O que lhe dizes, sempre que ele diz isso? – Perguntou-lhe.
            -Disse-lhe que… - Cally corou – que não o podia perder nem física nem mentalmente porque ele é a única pessoa que sabe realmente de tudo. – Suspirou olhando para a alcatifa preto no chão.
            -Fala-me um pouco da tua infância – pediu Helen com cuidado. Cally olhou-a com o coração a bater-lhe a cem por segundo.

 

Os meus 8 comentários!

 

O próximo capítulo vai ser importante. Muito.

 

 

publicado por Cate J. às 23:15
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14 comentários:
De marie-claire a 1 de Setembro de 2011 às 23:36
gostei. ainda bem que o Will ficou bem.
agora deixaste-me curiosa...
beijinhos ^^


De Annie a 2 de Setembro de 2011 às 12:22
ainda bem que o will já está be,.
estou ansiosa por mais.


De Suzzie a 2 de Setembro de 2011 às 16:08
A dias descobri a tua fic e agora estou mesmo viciada, adoro mesmo.
Posta rápido pff *.*


De Felícia a 2 de Setembro de 2011 às 16:33
Huhuhu, afinal a badass tem um fundo sentimental, e é uma fofa quando quer xDD Minha, quero mais, tipo, depressa xD


De Drica a 2 de Setembro de 2011 às 18:43
OMG OMG OMG, porque raio eu não comecei a ler esta história mais cedo.
estou com uma cara de arrependida :(
Mas o importante é que hoje vim ler e fiquei o.0
Está perfeita, eu tenho pena da cally, coitada. tudo bem que ela mata mas sei lá tenho pena dela. não deveria ter porque ela está a ter um comportamento de psicopata mas pronto...
estou ansiosa para o próximo capítulo...

kiss kiss bye bye, honey ;)


De Vera a 2 de Setembro de 2011 às 21:18
Comecei agora a ler, estou a adorar...
Ela faz me lembrar o Dexter, uma sociopata que tem gosto por matar e com problamas na infância...


De Cate J. a 2 de Setembro de 2011 às 22:25
obrigada : )
só vi um episódio de Dexter x)
ainda bem que estás a gostar


De Vera a 2 de Setembro de 2011 às 22:28
Aconselho-te a veres Dexter =) eu adoro


De Suzzie a 2 de Setembro de 2011 às 22:18
Sim pode ser querida


De Andrusca ღ a 2 de Setembro de 2011 às 22:39
Eu também quero ouvir da infância dela *-*
ainda bem que o Will ficou bem, uf... xD
Adorei +.+


De Regina Oliveira a 3 de Setembro de 2011 às 17:18
- lindo , lindo o capítulo . cabrão do amante ! devia de morrer com uma caganeira .:x * ups *


De a a 3 de Setembro de 2011 às 19:31
*nova leitora. amei tudo *-*


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