Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Capitulo 9 de Pride - Not found

Desculpem a demora. Estou atrasada, eu sei, mas ando cá com uma preguiça :o acho que é por causa da escola.

Mas pronto, aqui estou eu.

 

Capitulo9 – Dia 26.

 

 

Cally conseguiu a morada do amante da sua mãe. Thomas Gerry, quarenta e cinco anos apesar da aparência mais novo, viúvo e trabalha no FBI. FBI, Cally estremeceu ao ver aquelas três letras que poderiam ser a sua maior inimiga.
            -Isto não faz o menor sentido – murmurou Cally levando as mãos ao cabelo fazendo um rabicho pomposo – se ele é do FBI porque é que te magoou? Porque é que não me prendou logo? – Perguntou farta de tentar arranjar explicações e de não conseguir nenhuma.
            -Já te disse que ele apenas está a tentar ajudar. Magoar-me… foi apenas para te assustar. Era escusado, mas…
            -Will! Podias ter morrido! – Gritou-lhe Cally irritada, deitando os papéis com as informações de Thomas para cima da cama. – Eu… - levou a mão à cara, farta.
            -Hey, calma. Eu já percebi, mas… - Cally suspirou saturada e saiu de casa do melhor amigo. Não estava a aguentar a pressão, era demasiado para ela ao ponto de a fazer sentir enlouquecer.
            Já tinha as informações que necessitava, agora só precisava de escolher uma boa faca. Bem, na verdade não, ela devia passar mais uma semana a planear como o deveria fazer, mas desta vez não era bem assim. Foi até casa e abriu uma gaveta fechada a cadeado que estava no seu quarto, escolheu a faca mais cara e mais bonita e colocou-a próximo da sua coxa. Como não estava ninguém em casa, saiu sem dar explicações e começou a andar o mais rápido que conseguia. Depois de descidas e subidas chegou a uma casarão maior que o seu. Havia um muro alto que tinha uma placa com o seu nome e ainda a campainha. Cally respirou fundo e tocou nela olhando para trás. Estava a sentir-se vigiada, nunca nos últimos cinco anos ela se sentira aquilo até nas situações mais complicadas e que podia ser apanhada.
            -Quem é? – Falou uma rapariga de um telefone que devia ter em casa.
            -Olá, chamo-me Cally Greek – boa Cally, estás tão lixada, era a única coisa que ela pensava. Olhou mais uma vez para trás e engoliu em seco. - Será que posso falar com Thomas Gerry? – Perguntou ela sorrindo para a máquina que a seguia. A voz da rapariga não se ouviu mais até que a porta da frente abriu-se. Uma rapariga, adolescente, estava à porta a sorrir a Cally e atrás dela havia um rapaz da mesma idade. Eram quase iguais, apesar do sexo ser diferente. A rapariga tinha um longo cabelo louro liso e uns olhos verdes verdadeiramente grandes e lindos. O rapaz era exactamente igual a ela, mas o seu cabelo era curto e despenteado e os seus olhos eram mais pequenos. Cally parou ao olhar para eles, tão chegados, tão parecidos, tão novos, dava para ver o quanto o rapaz protegia a irmã mais do ninguém.
            -Olá – disse ela engolindo em seco pela mil e quinhenta vez – quantos anos têm? – Perguntou não se lembrando de outra coisa.
            -Têm catorze – foi Thomas quem respondeu. Cally sentiu algo no estômago, novamente aquela sensação que ia vomitar não tarda nada.
            -Oh – deixou escapar entre os seus lábios. Não posso fazer isto. Fechou os olhos com força e respirou fundo.
            -O que querias Calypso? – Perguntou o agente do FBI. Cally abanou a cabeça e virou-se para a estrada.
            -Não era nada. – Murmurou indo-se embora. Thomas ergueu a sobrancelha ao vê-la ir embora. – Vão para dentro meninos – pediu ele saindo para ir atrás dela, mas Cally já tinha corrido para fora dali.
            Estava a chuviscar e ela ainda estava muito longe de casa.
            -Cally – murmurou Will, surpreendido, com um chapéu-de-chuva preto por cima dele – tu já… não fizeste nada, pois não? – Perguntou a medo. Cally negou.
            -Era uma loucura – Will abanou a cabeça concordando e esse acto parece ter provocado algum efeito sobre o céu, porque começou a chover com mais força encharcando-os – Ficas tão sexy quando te armas à miss t-shirt molhada – Cally olhou para o seu tronco - o rapaz tinha apenas uma t-shirt branca que agora mais parecia transparente - e mordiscou o lábio inferior. Will ofereceu-lhe um sorriso sacana que fez com que Cally pegasse na sua mão e se enfiasse a correr para um beco. Ainda chovia em cima deles, mas não era tanto. Quando mais ninguém os podia ver ela lançou-se aos seus braços e beijou-o explorando todos os cantos da sua boca uma vez mais.
            -Podes dizer-me porque é que acabamos sempre assim? – Perguntou Will quando eles separaram os lábios. Foi a vez de Cally sorrir.
            -Não sei, nem quero saber, por enquanto – riu-se e rasgou-lhe a camisola molhada.
            -Excita-te o facto de rasgar a minha roupa? – Perguntou Will voltando a beija-la.
            -Oh sim. – Murmurou trincando o lábio do melhor amigo colorido – muito. – Admitiu encostando-o a uma parede e soltando para o seu colo.

Dia 27


Chegou a casa ofegante, quando entrou teve que se sentar numa cadeira e beber um copo de água. A porta da frente abriu-se e Anita apareceu no hall de entrada, entrando depois na cozinha. Quando a viu uniu as sobrancelhas preocupada.
            -O que é que se passou? – Perguntou ajoelhando-se à sua frente.
            -Fui dar a minha corrida habitual – Respondeu a filha com uma voz neutra. Cally levantou-se e ia passar para ela dirigindo-se ao quarto, se não sentisse uma mão firme prender-lhe o braço.
            -Cally não podemos continuar assim! – Exclamou Anita colocando-se à frente da filha. – Tu sabes que eu e o teu pai já não temos um… casamento… a sério
            -Sim mãe. – disse ela nem ouvindo muito bem o que ela tinha dito. – Ele ama-te. És a única. – Confirmou.
            -Provavelmente, mas o meu amor por ele… já foi há muito tempo – Anita sentou-se e fez a filha sentar-se ao seu lado. – Por favor perdoa-me Cally. Perdoas? . – Os olhos dela eram de tal modo sofridos por estar naquela situação que toda a raiva de Cally se foi embora.
            -Sim. – murmurou. Anita abraçou-a, um abraço demorado. Quando a largou sorriu. Um sorriso tão sincero e feliz que Cally nem queria acreditar.

            -Tenho tanta coisa para te contar – disse excitadíssima.
            -Desde quando é que és feliz? – Perguntou Cally, calma.
            -Nós precisamos de falar. – Cally revirou os olhos, nos últimos dias tinha ouvido muito aquela frase. Ela sabia que era agora que a mãe a ia “obrigar” a falar dele. – Podemos? – Cally suspirou e foi sentar-se no sofá da sala, a mãe seguiu-a e sorriu-lhe novamente.
            -Diz – pediu-lhe.
            -Tenho tentado falar contigo, mas tu não me deixas – divagou Anita, mas com um olhar aborrecido da filha ela respirou fundo e pegou-lhe nas mãos – Tens que perdoar-te, tens que viver. O tempo cura tudo Cally.– Disse-lhe. Cally semicerrou os olhos.
            -O tempo cura tudo? Queres dizer que agora estás feliz? – Cally levantou-se e largou-se dela. – Ele era meu irmão! – gritou – Era e eu v… - antes que começasse a chorar à frente da mãe, ou pior… antes que dissesse algo que não podia, Cally foi para o quarto e pegou num papel, num lápis e na guitarra. Tentou impedir as lágrimas e surpreendentemente, conseguiu.
Ao fim de duas horas apenas tinha quatro linhas da música que Ivan lhe tinha pedido para fazer, o que já era muito bom para ela. Estava a ir para a quinta quando alguém bateu à janela do quarto dela e Cally, rapidamente percebendo que era Will levantou-se indo abri-la. Ele entrou no quarto e vinha com um sorriso radiante que desapareceu quando viu a cara da amiga.
            -O que é que se passou? – Perguntou Will.
            -Nada Willy.
            -Lee… - quando William e Calypso começavam a tratar-se pelos seus nomes carinhosos não era bom sinal.
            -A minha mãe diz: o tempo cura tudo. – disse muito baixinho – mas ele era eu irmão… se ela tivesse visto o que eu vi… - o queixo dela começou a tremer.
            -Hey – murmurou Will abraçando-a. – com o tempo, nós apenas deixamos de sentir aquela vontade de chorar. O tempo não cura. A dor continua lá. – Will referia-se à sua mãe. Ficou durante alguns minutos abraçado a ela, mas querendo que aquela tensão que estava no corpo de Cally desaparecesse decidiu mudar de assunto. – Mas vá! Vamos mudar de conversa. Eu preciso de falar contigo sobre um assunto muito importante – sorriu ele a Cally. Cally juntou as sobrancelhas perguntando-se o que era.
            -Precisamos de outro guitarrista para a banda. – Cally assentiu – e queríamos que fosses tu.

 

Estou chateada.

Então, depois de descobrirem que foi o Gordon que fez mal ao Luke, ninguém foi falar com ele, ou falar com o irmão gémeo da Cally? :o 

Tadinho :c

 

 

Pronto, quero 9/10 comentários.

O próximo capitulo vai ser... diferente xD

 

Post Scriptum:

Eu não tenho tido muito tempo de dia para vos responder e não gosto muito de o fazer à noite.

Por isso aqui vai.

Obrigada, pelos comentários e ainda bem que têm gostado. Os fantasminhas* que se ressuscitem e comentem, sim?
Para as pessoas que perguntaram porque estava nervosa no capitulo anterior, eu digo: eu fico sempre nervosa quando posto um capitulo em que revelo algo muito grante xD

Beijinhos.

 

*palavra adoptada pela andrusca :) 

 

 

publicado por Cate J. às 23:40
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14 comentários:
De avery. a 9 de Setembro de 2011 às 01:43
Eu amo os teus capítulos e esta história está mesmo, mesmo muito boa!
Este capítulo pareceu-me tão pequeno :c
Mais rápido, siiiim? *-*

kisses
post scriptum: eu bem avisei que nem era preciso avisares-me, com o amor que eu tenho a isto venho aqui com uma rapidez que nem te passa xd


De Drica a 9 de Setembro de 2011 às 02:10
Sabes pensei sinceramente que a Cally fosse matar o amante da Anita...e ficava feliz por isso...mas que raio.
O pai mata o irmão a mãe arranja um amante. Que família da loucos pah xD

Tenho um aviso:
Comecei uma história nova, e queria-te convidar para se tiveres paciência de me aturar ires ler. é uma história diferente do que eu costumo escrever...nada de twilight.
é neste blog: http://my-fantasy-world.blogs.sapo.pt/

beijinhos :)


De avery. a 9 de Setembro de 2011 às 02:35
De nada!
Fiquei com pena :c

kisses


De Felícia a 9 de Setembro de 2011 às 10:53
Fofa, eu estou com um bocado de raiva desse senhor, que usa os próprios filhos para se proteger. Vontade de lhe dar uma carga de porrada! Mas pronto... Diferente' Eu gosto de coisas diferentes... :D


De Suzzie a 9 de Setembro de 2011 às 12:41
adorei esta mesmo fixe
Ela vai ser a próxima guitarrista não vai *-*?
Posta rápido!!


De Annie a 9 de Setembro de 2011 às 13:00
a história está super interessante e isto de eles serem melhores amigos coloridos ainda a torna melhor.
Beijinhos


De a a 9 de Setembro de 2011 às 15:35
adorei!


De Andrusca ღ a 9 de Setembro de 2011 às 21:29
Os dois gémeos adolescentes fizeram-me logo pensar nela e no irmão... acho que também foi isso que a fez não matar o do FBI. Mas tipo... o que é que esse pretende, mesmo? o.O
Será que ela aceita a proposta do Will?
Anyway, adorei o capítulo u.u


De carolaina a 10 de Setembro de 2011 às 09:21
Afinal a Cally não é uma assassina impiedosa, teve pena dos canitos. Estás a pensar em ainda ver alguma coisa à volta do "Thomas, agente do FBI"?
A cena da chuva está... vá, romântica xD
quando ela disse "o tempo cura tudo", eu lembrei-me logo do Irreversível, "O tempo destrói tudo". Era essa a tua ideia ou saiu assim? xD
Está tudo muito bem, muito bem escrito, e o Will está a ficar cada vez mais fofo a cada capítulo que escreves.


De Eleanor. a 10 de Setembro de 2011 às 16:00
adorei :D
oh, ela não matou o amante o.O mas até foi querida, não queria deixar o miudos sem pai :)
:D
Beijos


De inês a 11 de Setembro de 2011 às 20:32
encontrei o teu blog e amo completamente :o
para além de estar mesmo giro e bem organizado (xd) escreves mesmo bem ^^
a história está lindaa, parabéns *-*

(não tenho blog, mas sempre que puder vou comentar, tu mereces ;))

bjinhos ^^


De Cate J. a 11 de Setembro de 2011 às 21:27
Obrigada querida :$
ainda bem que gostas do blog e da história
^^
beijinhos


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