Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

Capitulo 10 de Pride - Not found

Capitulo10 – Dia 28.


            -Não – negou Cally – definitivamente não!
            -Cally, respira fundo, vai para casa, pensa – Scott tentava a todo o custo pedir-lhe – Sim Cally? – Fez-lhe um olhar fofo no qual pestanejava algumas vezes e sorria de uma forma cómica.
            -Não! – Negou novamente Cally. Ela não parecia dura nem nada, parecia mais assustada.
            -Oh Cally pensa… - Sorriu-lhe Ivan.
            -Não!

Dia 32

                -Vá lá Lee, nem que seja só como substituta. Vamos ter alguns concertos importantes. Eu prometo que é por pouco tempo. – Suplicava Will. – Tu sempre adoraste punk rock  e a banda e para além disso e és uma excelente guitarrista.
                Cally deu uma grande gargalhada.
                -William Moon, tu não tens a noção do género de músicas que tocas? – Ele olhou-a confuso. - Punk rock? Achas mesmo que a tua banda é de punk-rock?! – Perguntou-lhe a vê-lo corar.
                -O que mais poderia ser?
Cally riu-se tendo que colocar a mão na barriga para parar a dor no diafragma.
                -Não sei, se dissesses Rock, Hard Rock, Heavy metal, Metal core, por vezes,… tudo menos punk rock –  ela tentou controlar o seu riso, mas era difícil. O que é que o Will estava a fazer numa banda que até estava a dar sucesso se nem sabia os géneros dela? Will sorriu ainda corado.
                -Oh tu sabes que eu não percebo nada disso. Eu tenho é talento para tocar e fazer músicas, é por isso que as pessoas gostam da banda – afirmou com ar muito convencido disso.
                -Tu tens talento? – Perguntou-lhe como se estivesse a duvidar.
                -Tu própria já o disseste – disse Willy. Callly suspirou e sentou-se colocando uma mão na testa.
                -Onde é eu tinha a cabeça quando disse isso?! – Ironizou.
Pelas aberturas dos seus dedos, ela conseguia vê-lo a abrir um sorriso rasgado e perverso.
                -Em cima da mesa de centro da tua sala.
Cally riu-se e deu-lhe uma chapada no braço.
                -És tão perverso!
                -Pois sou. Agora diz-me que vais entrar para os Not Found.
                -Não vou Will.

Dia 33. 11:34h


            -Acho que vou vomitar. – disse Cally tentando segurar a comida que tinha no estômago à meia hora.
            -Outra vez? – Perguntou Will. Ela assentiu e correu para a casa de banho vomitando as três torradinhas com manteiga.

Dia 33. 12:04h

            -Will…
            -Oh não, outra vez não. – murmurou Will segurando-lhe os cabelos.

 

Dia 33. 14:07h

            -Estou doente, talvez seja um aviso, para eu não ir e… - Will colocou um dedo na boca de Cally mandando-a calar.
            -Não estás doente, estás nervosa. Agora anda – puxou-a até às portas do estúdio onde os membros da banda iam apresentar Cally como novo membro.

 Dia 33. 16:00h

            -E se por alguma razão vos criticarem? Se não gostarem de mim? Ai Willy e se perderem fãs por minha causa? – Cally não parava de fazer perguntas desde que o programa fora para intervalo e eles tinham saído do ar.
            -Lee, lembraste quando contratámos o Brian e ele começou a cantar na minha vez? Foi uma mudança muito mais radical e continuámos… até crescemos de número de fãs.
            -Primeiro: Estavam muito do início da banda, logo eles não estranharam tanto. Segundo: Eu sou uma rapariga.
            -Quem não gostar é porque é maxista. Tu és uma excelente guitarrista Lee – Will deu-lhe um beijinho na bochecha e sorriu-lhe.

Dia 38. 22:46h

            -Bem vinda ao stress nocturno da vida de muitas bandas – saudou Ivan a Cally que sentia que ia vomitar novamente.
            -Okay – murmurou Cally tentando conter-se.
            -Vá. Entra no palco.

Dia 39. 01:03h

            Cally gargalhou e sentou-se para voltar a gargalhar novamente.
            -OH MY GOD – Gritou rindo-se sem parar. – Foi tão… oh god. Acho que me vai dar um enfarte. – Riu-se limpando as lágrimas que lhe apareciam nos olhos. Will riu-se e sentou-se ao seu lado.
            -A sensação do público… é brutal, não é? – Perguntou. Ele sempre teve certeza que ela ia gostar e agora tinha a prova que tinha razão.
            -E a adrenalina. Willy! – Guinchou. – Tu cantas cada vez melhor! O público delirou!
            -E aceitou-te muito bem, não foi? – Perguntou Ivan bebendo o resto da lata de cerveja que tinha levado para o palco.
            -Oh meninos! – Gritou Lily do lado de fora e entrou a correr cheia de neve nos ombros. – Wow Cally. Eu digo-te que antes de entrares eu estava cheia de frio e nervosa por ti, mas depois… Ah! E o teu solo!
            -Lindo não foi? – Gritou Cally gargalhando.
            -Lindo?! Não! Fantástico – riu-se Lily. – Os fãs amaram, foi mais que fantástico! Estou tão orgulhosa – Lily começou a chorar como uma bebé. Scott, já bêbado, correu até ela e abraçou-a. Consolando-a.
            -Se vocês continuarem a gritar assim vão ficar sem voz. – Disse Will estupefacto perante a histeria das duas amigas.
            -És tu eu tens que te preocupar com a tua voz.
Ivan olhou para o relógio.
            -Hora de autógrafos.
            -E depois entrevistas – Bufou Scott largando Lily.

Dia 40.

            -Obrigada Will. A sério. Foi a melhor experiência que eu tive em toda a minha vida. – Agradeceu Cally com os olhos brilhantes. Will sorriu-lhe com o mesmo olhar.
            -Obrigada eu Lee.

 

            -EU VI-TE NA TV! – Gritou Helen. Cally riu-se.
            -Eu também me vi lá. – Disse suspirando e sorrindo para a psicóloga. Ela estudou aquela expressão e depois escreveu-a.
            -Estás feliz. – Com aquela declaração Cally pressionou os lábios um no outro.
            -Estar numa banda de amigos a fazer ensaios num sótão durante boa parte do dia e a outra parte que me resta estar a fazer algumas letras e ainda trabalhar no novo álbum, fazem uma pessoa estar sem tempo para ir a casa. Tem sido de loucos e esgotante, mas…
            -Não te lembras de nada. – Cally acenou a cabeça que sim. Helen estava totalmente certa.
            -Tenho evitado ao máximo não estar em casa. O meu pai não está de acordo com esta coisa de ser guitarrista e eu não quero estar mais a vê-lo… Não sei como continuei a sorrir para aquele homem durante anos.
            -Continuaste porque…– cortou-lhe Helen a palavra – porque… no fundo tu tentaste esquecer, o teu medo tentou fazer-te esquecer. Tu percebeste que com o teu irmão morto a seguir serias tu, ficaste com medo e… apenas fizeste o que outra faria.
            -Não… outra pessoa não faria nada disso.
            -Faria Cally. Imagina que tu não tinhas começado a matar pessoas. Imagina que primeiro o teu pai te começava a ensinar a “como matar”, as ameaças constantes, os flashes do teu irmão a ser morto na tua cabeça. Tu irias pelo mesmo caminho…
            -Mas talvez se tivesse sido assim eu não teria chegado aonde cheguei. Talvez eu me fartasse dissesse “chega” e ele estivesse preso e eu… Tudo estaria controlado.
            -Talvez é uma palavra muito misteriosa. Não podes saber isso.
Cally mordeu o lábio inferior e afundou-se no sofá do escritório olhando para o tecto.

Dia 43.

 

            -Callypso Greek… nome engraçado. Callypso é uma ninfa grega. [Greek=grego] – Soou por trás dela.
            -Sim, a minha mãe também achou engraçado.
            -Dizem que ela foi a deusa da morte, antes de se ter transformado numa ninfa. – Cally sorriu.
            -Sabe-se lá o que eu posso ser. – Riu-se ela não se virando para trás. Se fosse algum tarado ela não hesitaria em ser a deusa da morte. Quando o homem se sentou ao seu lado é que ela percebeu, pela sua visão periférica que era o amante da mãe.
            -O que queres? – Perguntou ela tentando despacha-lo.
            -Ouvir-te.
            -Thomas, eu não estou muito bem-disposta.
            -Agora que viste que sou eu não estás. – Cally fechou os olhos.
            -Falas como se me conhecesses. – Murmurou com dentes cerrados.
            -Porquê tanto ódio? – Pela primeira vez ela olhou-o.
            -Deixa-me adivinhar, tens um microfone por aí. Eu não sou burra…
            -Pelo contrário – interrompeu-o Thomas. – Sempre tiveste A’s e vintes nas pautas. Foste diagnosticada como uma das pessoas com maior Q.I. Chegaste a aparecer em duas revistas, umas delas com o teu pai.
            -Para saberes tanto é porque me vais prender. – Disse ela bebendo o resto da sua bebida. – Eu estou-me nas tintas. – E saiu.

 

Wikipedia: A etimologia do nome da ninfa é καλύπτω (kalyptō) que significa "esconder", "encobrir" e "ocultar", o que é o oposto de Apocalipse, que significa revelar, o que sugere que Callypso foi uma deusa da morte originalmente.

 

Eu disse que este capítulo ia ser diferente. Não sei se gosto dele ou não, mas pronto é necessário.

 

Peço imensa desculpa pela demora, mas não tenho tido tempo. Vou tentar amanhã escrever o próximo capitulo.

 

 

 

publicado por Cate J. às 22:53
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11 comentários:
De avery. a 16 de Setembro de 2011 às 23:18
Ansiosa por mais, é a única coisa que consigo dizer; a sério. AMEI ! *-*

kisses


De a a 17 de Setembro de 2011 às 11:06
pois já me disseram isso, não faz qualquer sentido mas pronto,


De a a 17 de Setembro de 2011 às 11:07
adorei o capítulo xd


De Felícia a 17 de Setembro de 2011 às 14:39
OMG, ri-me tanto naquela parte do dia 33, 11 e tal, meio-dia e tal, e ela sempre de cabeça enfiada na sanita xDD Das melhores coisas ever.

Amei o capítulo, como eu tinha dito, diferente é bom :D


De Vera a 17 de Setembro de 2011 às 14:41
Ficou diferente mas giro, podias é incluir mais partes do concerto =)


De Annie a 17 de Setembro de 2011 às 15:36
está diferente mas gostei


De Suzzie a 18 de Setembro de 2011 às 00:41
Adorei, esta brutal!! Amo a tua fic *-*
quero mais, rápido =$


De a a 18 de Setembro de 2011 às 00:43
eu espero bem que seja só a fase de adaptação, espero mesmo!


De Andrusca ღ a 18 de Setembro de 2011 às 15:49
ahah, adorei tanto a parte do tempo a passar no dia do concerto xD
Fizeste-me rir xD
Sim, foi um capítulo diferente, mas eu adorei na mesma u.u


De carolaina a 18 de Setembro de 2011 às 16:22
Eu também adorei a maneira como foste separando tudo pelas horas. Em filme ficava brutal!
Quando a Cally estava enjoada eu fiquei mesmo preocupada...
Estou cada vez mais a pensar que a Cally é parecida com a do American Psycho 2.


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